| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
| 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 |
| 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 |
| 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 |
| 29 | 30 | 31 |
isso nunca tinha acontecido no meu blog do terra.
acontecia sempre no do uol.
por isso a mudança.
não escrevo rascunho
publico direto
às vezes perco a porra do texto
foi o que aconteceu agora
sumiu!
odeio falar palavrão, escrever então, segundo um amigo, ou ex-amigo, é pior ainda, fica pra toda posteridade!
foda-se

criado por ju_menz
02:34:34Agosto
Linéia chega à cobertura. E lá é frio e não há nada. O amor está sentado em uma cadeira de balanço a ler O ser e o nada. E Linéia não enxerga muito além disso na escuridão daquele último andar. A fumaça dos tantos cigarros acesos faz Linéia espirrar. O amor ri o riso aquele de quem sente pena por saber que tudo passa. E que não adiantam os contos, todos risíveis em semanas. Linéia sente um pouco de vergonha: Toda antecipação praquilo? A menina olha o próprio vestido, está arrumada demais para a ocasião. O amor ouve um disco de jazz chato, Dave Brubeck toca seu piano sozinho pra sala sem janelas. Linéia quer voltar, mas fica perguntando se, no final, não é aquilo ali mesmo a verdade.
by Scarlett, from South of Brazil

criado por ju_menz
13:06:56Porto Alegre, 5 de dezembro de 2004
Dionísio,
Escrevo-te como um último suspiro. Escrevo-te porque não te falo e apenas mostro as palmas das mãos sem nada dizer. Ontem, naquele bar, queria algumas frases tuas sobre a mesa. Frases e tuas mãos. Lembro de sentir medo das cobras no sítio. Lembro de cavalgar contigo. Todo esse tanto de insólito que vivemos, inclui até as cavalgadas. Inclui dormirmos juntos e inclui eu ter que te pedir desculpas depois de cada um dos nossos beijos. Ainda te amo porque te penso. Porque desejo descobrir tuas pernas, teus pés, a parte de trás do teu pescoço. Eu já vi e nem lembro. Ah, Dionísio, se soubesses da foto que guardo e em qual papel sagrado te escrevo... Qualquer pecado que cometo, só por tuas mãos; uma no pescoço, a outra puxando meus cabelos. Não te esqueço. Não esqueço das explicações que te devo. Escrevo-te como um suspiro, de quem quer mais suavidade em outro encontro. Quer uma necessidade consentida. Quer tudo. Alegria, fantasia, confusão!
Desejos da tão amiga, tua Linéia.
by Scarlett, from South of Brazil

criado por ju_menz
15:11:49de uma autora nova, jovem, do sul, que prefere, no momento, não ser identificada.
Linéia conhece o homem que é a perfeição
Linéia agora dorme com as janelas abertas. Ela sente estrelas e abraços, ama tanto que vez em quando dói. Dionísio se transforma em algum livro na estante, em um poema guardado. Tão bem escondido que Linéia não encontraria sequer se precisasse. Dionísio é um mormaço de esquecimentos, várias lembranças de sol. Linéia agora dorme com as janelas abertas, o ventilador de teto ligado, com um sopro no ouvido. Ela quer certezas e futuros. Linéia agora desenha situações. Os minutos parecem menores, Linéia pensa. A magreza das horas é a responsável pelo sorriso no rosto de Linéia. O céu todo rosa por causa de uma viagem. Linéia abre as janelas e vê o mar. Abre os olhos e vê uma bandeira amarela e azul. Linéia ama, ama tanto isso tudo que chega a incomodar.
by Scarlett, from South of Brazil

criado por ju_menz
09:20:39