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se tem alguém que ainda não a leu, deveria ler
então leia:
http://adioslounge.blogspot.com/

criado por ju_menz
13:49:33O tempo passou e só muito mais tarde fui perceber que sou tímida, quem diria, e me sinto desconfortável no meio de muita gente. Não sei ter relações meramente sociais: fico amiga ou não fico nada, e o tititi mundano está acima de minhas capacidades. Adoro estar nos lugares, olho tudo, sou curiosa, gosto de ouvir o que as pessoas dizem, mas quando elas são muitas, eu preferia ser uma mosquinha...
QUASE TUDO3 (MINHA VERSÃO)
....e sair voando, desaparecer. É o que quase sempre faço. E é melhor assim. Gosto quase tanto de minha vida social, quanto amo estar só.
Sozinha com meus livros, minhas músicas e, claro, meu cálice de vinho (no caso do inverno).
Amo gente. Pessoas diferentes. Adoro a troca.
E, principalmente, amo minha companhia.

criado por ju_menz
13:28:26Não posso deixar de concordar com Voltaire que diz que o casamento é a única aventura ao alcance dos covardes. Porém, prefiro falar da aventura que envolve o assunto ao falar dos covardes.
Todos, embora poucos admitam, sonham em encontrar uma fórmula mágica que garanta muita paixão e muito sexo por muitos anos sem precisar recorrer a terceiros. Uma ilusão? Um delírio? Ou o plano da alucinação, analisando pelo ponto de vista de Nelson Rodrigues, na peça Vestido de Noiva.
Nelson divide o cenário em três planos: alucinação, memória e realidade. Os planos da alucinação e da memória são projeções exteriores do subconsciente. São esses planos que podem provocar nos casais um desejo irresistível de adotar as regras de um jogo adverso, como se a instituição gerasse, com o tempo, necessidade de transgressão ou de vingança pelo fato de estarem “presos” um ao outro, até que o divórcio os separe.
Compramos a idéia de amor eterno, acreditamos na possibilidade do "felizes para sempre". Hoje, diante das mudanças que o feminismo provocou nos relacionamentos e com muito mais acesso à informação, sabemos que nada é tão simples e fácil assim. Mas o que colocaremos no lugar? Com que nova concepção de casamento precisamos nos acostumar para evitar frustrações?
Se continuarmos passando adiante essa lenda de que casamento é uma obrigação social, de que ele espanta a solidão e garante dias radiantes pela vida afora, seguiremos cruzando com milhões de angustiados pelas ruas que, por se sentirem traídos pelas próprias projeções, acabam constituindo famílias infelizes que, fatalmente, se deparam com o plano da realidade.
No universo de Vestido de Noiva, a permissão da vivência sexual para a mulher só ocorre de uma entre duas maneiras: ou ela se casa de acordo com os preceitos religiosos e sociais, ou ela transgride tudo, tornando-se prostituta. Dessa forma, Alaíde conquista Pedro que se torna seu marido. Porém, logo demonstra um certo desinteresse e frustração pela vida de casada. Pedro é o elemento dominador. O industrial bem sucedido que representa o bom partido para as moças que conseguirem fisgá-lo, mesmo sabendo que viverão a mercê do macho opressor. Dentro da alucinação de Alaíde se encontra Madame Clessí, que representa o ideal de mulher liberada que agride a sociedade hipócrita. Sociedade essa que Alaíde nega, contudo nela transita.
Todas as imagens e símbolos que emergem da peça convergem para essa amarga concepção da existência, sem nenhuma surpresa, com pouca sutileza, de maneira bem clara, em que pese a notória intenção de ironizar símbolos sagrados à cultura judaico-cristã.
Vestido de Noiva
Deveria simbolizar a virgindade, a ingenuidade de sentimentos, a paixão pelo noivo com o qual ocorrerá a união sob a benção de Deus e dos homens, nos mostra um cenário complemente a este apenas descrito e acaba desmoralizando a pureza e a castidade para se tornar a representação da discórdia, da competição, e, a considerar o evidente desfecho da peça, em que a marcha fúnebre se sobrepõe à marcha nupcial.
O Buquê
Espécie de troféu às avessas e metáfora de um casamento destinado ao fracasso.
A aliança
"Grossa ou fina, tanto faz" nas palavras de uma prostituta -, ao invés de celebrar a união do casal, funciona como índice de disputa e rivalidade.
Longe de estar de acordo com todo o pessimismo proposto por Nelson, concordo apenas com sua idéia sobre a hipocrisia que gira em torno do casamento. Representada pelas idealizações de amor eterno, fidelidade eterna, felicidade eterna, entre outras fantasias que acabam levando a união conjugal ao fracasso. Porque embora os tempos sejam modernos, as crenças continuam antigas. São idéias tão enraizadas que não as percebemos, e elas vão ficando....
Os Satyros encenaram 'Vestido de Noiva' no Itaú Cultural, no final do mês passado.

criado por ju_menz
20:47:03http://arenaturbo.ig.com.br/materias/443501-444000/443724/443724_1.html
Jornal Arena News

criado por ju_menz
16:34:26